Cidades
Fui presa com armas e drogas
?Para se livrar da dependência química, é preciso que o usuário perceba a ilusão e queira se limpar. Tem gente que entra na viagem artificial e não volta mais ou não quer sair mais?. O alerta é da estudante J.D.C., 28 anos, que começou com a maconha, passou pela cocaína e mergulhou no crack. Os amigos delas consumiam também drogas sintéticas. Ela conseguiu sair do fundo do poço com muita força de vontade, ajuda da família e depois de passar um ano internada numa clínica para dependentes químicos, em Arapiraca. Hoje ela trabalha como telefonista, tem duas filhas, reconquistou a família e sabe que não pode descuidar, por conta do risco da recaída. Não consome nenhum tipo de droga. Evita inclusive os remédios para doenças corriqueiras. Ao revelar a trajetória pelo mundo das drogas, J.D.C. contou que começou aos 12 anos de idade, com os colegas da escola. Naquela época consumia as drogas lícitas: cerveja, cachaça, cigarro nas festinhas que frequentava escondida. A partir daí, passou a ter problema de relacionamento com os pais, que cobravam explicações sobre as companhias, as constantes faltas no colégio e horários de chegada em casa. Para evitar problemas com os pais, J.D.C. passou a ficar mais tempo na rua com os colegas. Foi assim que conheceu a maconha. Decidiu sair da casa, foi morar com uma irmã em Salvador (BA). Lá voltou a estudar. Mas novamente se envolveu com as drogas lícitas e depois com as ilícitas: maconha, cocaína e crack. Nas festas que frequentava tinha drogas sintéticas. Mas a preferência dela era pela cocaína e depois viciou no crack. ?O consumo de drogas me levou ao envolvimento com um traficante. Induzida pelo namorado, entrei no tráfico e achava que nada aconteceria comigo, por ser adolescente. Mas fui presa com armas e drogas. Foi então que a família apareceu, pagou advogados e me tirou da prisão?.