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Sa�de preservada favorece vida sexual

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Pesquisa com 8 mil entrevistas, coordenada pela professora e sexóloga Carmita Abdo, da Faculdade de Medicina da USP, apontou que 87,1% dos homens acima de 61 anos disseram ser sexualmente ativos. No caso das mulheres, nessa faixa etária, o percentual é bem inferior (51,2%, apenas). A geriatra Helen Arruda tem uma explicação para essa grande diferença entre os gêneros. De acordo com ela, é perfeitamente possível ter a sexualidade na terceira idade, desde que se mantenha a saúde preservada. As doenças acontecem mais nessa fase da vida e são justamente elas que podem alterar a sexualidade. ?Diabetes, hipertensão não controlada, as doenças cardíacas são algumas. Para ter uma boa função sexual, precisa-se ter uma função motora preservada e, para isso, a mente, o coração e o corpo devem estar em perfeita harmonia. A função sexual é motora e depende de muita energia?, orienta a médica. Uma pessoa muito idosa, que tem doenças que comprometem a parte cardíaca e pulmonar, pode ter a vida sexual afetada. O diabetes, por exemplo, quando está fora de controle, afeta os nervos e a parte vascular do homem, que necessita, para uma ereção completa, ter a dilatação dos vasos sanguíneos localizados no pênis. A geriatra esclarece, ainda, que é comum a alteração da libido na fase da terceira idade, principalmente nas mulheres. O homem, na andropausa, tem o processo de perda bem mais lento. ?O problema acontece pela queda dos hormônios no organismo. Nessa fase da vida, a taxa dos hormônios sexuais cai muito. No caso da mulher, a redução é bastante rápida na menopausa. O ressecamento vaginal, que ocorre depois que a mulher para de menstruar, é outro fator complicador na sexualidade?, esclarece.

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