Cidades
Idade reduz frequ�ncia, mas garante qualidade do sexo
Aposentado para a profissão; para o sexo, não. Assim se define o idoso Marcos Coelho Souto, de 79 anos. Casado há 30 anos, pela quarta vez, ele é frequentador de um projeto do Sesc Maceió voltado para a terceira idade. Sempre acompanhado da esposa, Marcos faz questão de participar dos eventos e manter a rotina de atividades. Quando o assunto é a sexualidade, não tem pudor algum para falar. ?Faz uma semana que fiz sexo?, revela. Embora comente que mantém a vida sexual ativa, o aposentado ressalta que o ritmo está longe de ser semelhante ao tempo em que gozava da plena juventude. E até brinca com o vigor menor que tem atualmente. ?Com vinte anos, era como uma águia; aos quarenta era semelhante a um lobo; porém, aos sessenta anos, a pessoa fica como uma pomba, ou seja, não come ninguém e ainda faz sujeira?, sacaneia. Ele diz que é muito comum ser alvo de gozação em roda de amigos, principalmente quando só homens mais idosos estão presentes. ?Chamam a gente de brocha e tiram chacota da nossa cara. Dizem que não sobe mais, que não fazemos mais nada e que não é possível fazer sexo nessa idade. Não ligo e levo na esportiva. Pode até acontecer com alguém, mas comigo, não. Tenho uma vida sexual ativa e estou resolvido nesse assunto?, garante. O cansaço, a fadiga por conta da idade avançada, as doenças e a indisposição, muitas vezes, da esposa, são citados como fatores que atrapalham o sexo.