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Servi�os prestados da Sa�de cruzam os bra�os

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Os trabalhadores de serviços prestados da Saúde decidiram parar as atividades, a partir de ontem, e ficaram acampados em frente ao Palácio dos Martírios, quando promoveram um grande panelaço, para chamar a atenção do governo do Estado, sobre a situação à que estão sendo submetidos, após a determinação da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), para que todos sejam demitidos. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Nível Médio da Saúde, Benedito Alexandre, informou que a decisão em paralisar as atividades foi discutida na última assembléia da categoria. ?Vamos parar tudo e o retorno está condicionado a um acordo com o governador Ronaldo Lessa. Não sabemos que acordo será feito, mas ele tem de acontecer, pois não podemos ficar nessa situação?, afirmou. Segundo o sindicalista, o governo falhou no cumprimento do termo de ajuste de conduta feito, em setembro último, com os prestadores de serviço. ?O governador garantiu que qualificaria os trabalhadores junto com as entidades sindicais, mas não cumpriu. Apenas algumas unidades se interessaram em qualificar os servidores, de forma precária, como a Casa de Saúde Santa Mônica e a Unidade de Emergência. Além disso, o governador se comprometeu em encaminhar mensagem à Assembléia Legislativa Estadual (ALE), solicitando a redução da escolaridade dos profis-sionais dos níveis elementar e médio, mas isso também não foi cumprido?, destacou. Aliado a essas falhas, segundo afirmou Alexandre, há o fato de que nenhuma proposta de indenização para os trabalhadores que serão demitidos foi sequer discutida. ?O governo não discutiu nada sobre isso. Ele quer que os prestadores de serviço sejam demitidos sem uma compensação, sem um plano de demissão?, destacou. Benedito Alexandre lembra que 2.403 prestadores de serviço da Saúde irão perder o emprego, quando as vagas forem preenchidas, após o concurso da Saúde. ?Todos serão jogados na rua sem o menor respeito por parte do governo do Estado e da Procuradoria. O pior de tudo é que a maioria desses trabalhadores está na faixa de 40 anos de idade e, literalmente, fora do mercado de trabalho. Isso é um verdadeiro descaso para com a categoria?, acrescentou. Uma representação do Ministério da Saúde já se encontra no Estado, em atenção à solicitação feita pela comissão dos trabalhadores que esteve em Brasília na semana passada, e se reúne hoje com o secretário de Estado da Saúde, Álvaro Machado, para discutir o assunto. (FM)

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