Cidades
AL tem a maior taxa de desemprego no NE
Enquanto a direção do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Alagoas garante que o Estado tem emprego com garantias profissionais para quem quer trabalhar, a Delegacia do Ministério do Trabalho mostra outros dados, pessimistas. Segundo o superintendente da DRT/AL, Israel Lessa, há oito anos seguidos o Estado fecha no vermelho a estatística de emprego. ?Agora com a crise, tivemos retrações em quase todos os setores. A pior situação é na agroindústria canavieira, por conta da situação de falência e endividamento de usinas e dos plantadores de cana-de-açúcar?, revela. Os efeitos da crise são maiores nos setores que absorvem a mão de obra desqualificada, disse o superintendente da DRT. Por outro lado, destaca como boa notícia estudos técnicos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que apontam para um pequeno crescimento na oferta de trabalho a partir de outubro. ?Historicamente, setores do comércio, prestação de serviço e ligados ao turismo, a partir de outubro, começam a fazer contratação de temporários, prestadores de serviços e efetivos para atender à demanda do verão. O crescimento da oferta de empregos este ano deverá ser menor por conta do clima de expectativa da economia, mas vai beneficiar a mão de obra desqualificada?, avalia Israel Lessa com base nos estudos técnicos do Ministério do Trabalho. Ele acredita também que a mão de obra qualificada tem mais chances de voltar ao mercado de trabalho. ?A crise econômica abalou as atividades produtivas. Mas já existem sinais concretos de reação?, aponta.