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Desemprego alimenta a informalidade

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Pelo oitavo ano consecutivo, a taxa de desemprego em Alagoas se mantém alta e com os piores indicativos em relação a outros estados do Nordeste. A recessão na economia brasileira também provoca reflexos negativos no mercado de trabalho, revelam as avaliações da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, que apontam o crescimento das demissões na agroindústria canavieira, seguida pela construção civil e, em terceiro lugar, no mercado varejista. Esses setores são os que mais absorvem a mão de obra menos qualificada. Os demitidos dos principais setores da economia estadual hoje engrossam a ?tropa? de trabalhadores que recorreram ao ?bico?, à informalidade, ao ?diarismo? e ao free lancer como forma de garantir a sobrevivência. Situação semelhante acontece nas 5.570 cidades brasileiras. Quem passa nos centros comerciais das grandes cidades de Alagoas ouve as ?cantorias? de trabalhadores da informalidade que oferecem produtos, serviços e ainda têm que fugir dos ?rapas?, (fiscais das prefeituras que tentam conter o comércio dos ambulantes). Entre os desempregados tem gente com curso superior. A maioria confirma que perdeu o emprego, não tem qualificação profissional e não consegue voltar ao competitivo mercado de trabalho em tempos de crise. ?O desemprego afeta com maior intensidade os trabalhadores sem qualificação profissional?, revelam os técnicos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Alagoas. O órgão tem mais de cinco mil ofertas de emprego e oferece, também, mais cinco mil oportunidades gratuitas para qualificação de mão de obra e não aparecem candidatos para preencher as dez mil chances oferecidas.

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