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Camel�s formam ‘tropa de elite’

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Ao lado do Restaurante Popular, localizado no centro de Maceió, funciona um ?camelódromo? com, aproximadamente, 400 pequenos comerciantes, que, nos últimos dois anos, perderam postos no mercado formal e encontraram na informalidade a sobrevivência. Um dos soldados desta ?tropa de elite da informalidade? é o autônomo João Batista, do ramo de confecções. ?Quase todo mundo aqui tem o Ensino Fundamental, trabalhava como comerciário ou nos serviços gerais. Quando perderam o emprego, pegaram o dinheiro da indenização e criaram o próprio negócio ou fazem bicos?, explica. E é com o dinheiro da informalidade que a ex-vendedora de calçados, Ana Maria da Silva, mantém os três filhos desde que foi abandonada pelo marido. ?Vendendo água mineral, refrigerante, capa e outros acessórios para telefone celular, consegui comprar uma casa, a mobília e manter meus filhos na escola. Se no meu tempo tivesse um ensino profissionalizante, poderia estar numa situação melhor. Mas a vida é assim?, relata. Ana contou que a parte ruim do trabalho de camelô é ter que ficar atenta e fugir toda hora dos ?rapas? (os fiscais da prefeitura) para não perder as mercadorias. Ela já teve as mercadorias apreendidas duas vezes e não tinha dinheiro para pagar multas e impostos e poder resgatar o material apreendido.

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