Cidades
Miss�o exige tempo e esfor�o dos ca�adores
O gestor ambiental Adolfo Barbosa é um desses desbravadores. Seu dia começa diante de mapas e estudos topográficos, num birô da Secretaria de Recursos Hídricos, mas pode terminar em qualquer lugar de Norte a Sul de Alagoas, onde uma fonte grita por socorro. ?Para ser um caçador de nascente, tem que gostar da extensão da vida?, resume, simples. ?Poucas pessoas têm essa disposição, o nosso grande pagamento é a gratidão de quem passa a ter uma água viva?, completa Adolfo, que coordena o Programa de Recuperação de Nascentes no Estado. Em suas caças ao tesouro, o engenheiro agrônomo José de Castro destaca que a atividade de coleta de informações necessita de tempo e bastante esforço para ser executada de maneira a retratar a realidade com maior precisão. ?Os deslocamentos são feitos pelas vias vicinais e caminhos, subindo e descendo montanhas, que na maioria das vezes são difíceis de percorrer?, relata Castro. A coordenadora do Renas-Ser, Maria do Carmo Vieira, informa que o projeto surgiu da observação de um desastre natural que se repete a cada ano: a seca no Sertão e a necessidade de distribuição de carros-pipa para amenizar essa carência. ?Surgiu também a partir do conhecimento de uma dádiva da natureza, um tesouro escondido, guardado nas serras do semiárido alagoano?.