Cidades
Conclus�o de reforma pode atrasar
O prazo dado pela empresa contratada para entregar a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), em Maceió, totalmente reformada e com as instalações ampliadas acaba no mês que vem, mas não deve ser cumprido. Pelo menos é o que preveem servidores. A direção da unidade referência no atendimento às gestantes de alto risco prefere se posicionar acerca das obras somente no fim de setembro. Até lá, pretende acompanhar os trabalhos e manter os serviços divididos em dois hospitais da capital. A primeira parte das obras na maternidade foi iniciada há dois anos. Algumas alas foram reformadas e reabertas no começo deste ano em meio a opiniões divergentes. O Conselho Regional de Medicina (Cremal) e o Conselho Estadual de Saúde condenaram a estrutura da unidade e consideraram uma precipitação do Estado em ter aberto as portas mesmo com vários ajustes a serem feitos. O resultado foi desastroso. Em fevereiro, um temporal provocou pingueiras e infiltrações, alagando vários setores da Santa Mônica. O pior ainda estava para acontecer: o gerador de eletricidade não funcionou e a unidade ficou às escuras com dezenas de gestantes e bebês na UTI. Um plano de emergência foi adotado e os pacientes foram transferidos às pressas para o Hospital Geral do Estado (HGE). O governador determinou a imediata interdição da maternidade e, posteriormente, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que os serviços somente seriam retomados depois da conclusão das obras. Desde então, a reforma seguiu, e apenas os setores administrativos e o banco de leite permaneceram funcionando no prédio-sede. O atendimento às parturientes de alta complexidade e os bebês foi dividido entre o Hospital do Açúcar, o Hospital Universitário ? HU (casos mais delicados) e o HGE (acompanhamento aos recém-nascidos prematuros pela UTI neo-natal).