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Nº 5731
Cidades

Estiagem prejudica pequenos agricultores

Santana do Ipanema- A paisagem verde no campo revela beleza do Sertão, mas a pouca chuva do período invernoso significa resultados negativos principalmente para pequenos produtores rurais. Em municípios do Agreste e Sertão, as perdas das safras de milho e

Por | Edição do dia 30/08/2015 - Matéria atualizada em 30/08/2015 às 00h00

Santana do Ipanema- A paisagem verde no campo revela beleza do Sertão, mas a pouca chuva do período invernoso significa resultados negativos principalmente para pequenos produtores rurais. Em municípios do Agreste e Sertão, as perdas das safras de milho e feijão estão estimadas, respectivamente, em 50% e 80% de toda a área plantada. A estatística da Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil, regional leste, entidade que anualmente mede a quantidade de chuvas no Estado em áreas de cultivo, indica que este ano haverá redução de 90% na média histórica para Alagoas, que é de 728,90 milímetros. Até então, apenas 365,83 milímetros de chuvas foram registrados. “Nós sertanejos estamos passando por uma seca verde, sim. A quantidade de chuvas caídas este ano é menor que a do ano passado. As perdas com a lavoura de milho e feijão em nossa região chegam a 80%. Devido à situação climática, já não plantamos mais mandioca. Neste mês de agosto, só choveu duas vezes e, mesmo assim, muito pouco. Aproximadamente 3 mil agricultores familiares estão prejudicados”, assegurou Luiz Carlos dos Santos, secretário de Agricultura de Santana do Ipanema. Quem plantou com as primeiras chuvas caídas no início de maio ainda conseguiu colher, mas a maioria que teve condições de cultivar após o mês de junho hoje enfrenta os prejuízos da estiagem. “Só consegui plantar em julho. Antes, não tive nem como arar a terra, devido às condições do solo seco, vermelho, duro, e como resultado devo perder praticamente toda safra de milho plantada numa área de 19 hectares”, afirmou Luiz Carlos. Como saída para evitar o prejuízo total, ele disse que os agricultores da região devem utilizar o milho seco para fazer silo e alimentar os animais. Nos municípios do Sertão, a criação de pequenos animais, como bodes e carneiros, é alternativa para o sustento das famílias.

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