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Alto Sert�o alagoano revela um aut�ntico o�sis

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O Alto Sertão alagoano tem um oásis de regiões serranas situadas no meio da caatinga, no chamado contraforte do Planalto da Borborema. Em meio às intempéries e à desertificação, esse tesouro valioso vive sob constante ameaça. É lá onde atua o engenheiro agrônomo José de Castro Menezes, mais um perseverante caçador de nascentes. ?É preocupante. Nos últimos anos, chove cada vez menos, a ação humana nas Áreas de Preservação Permanente (APP) prejudica bastante?. O desmatamento para fazer pastagens, plantio de frutíferas e cultura de subsistência ainda avança, mas a consciência ambiental começa a impedi-lo. Castro atua no projeto de Recuperação de Nascentes (Renas-Ser), que já beneficiou 124 comunidades nos municípios de Água Branca, Mata Grande e Pariconha, com a recuperação de 55 nascentes. ?O Renas-Ser sai em busca de cada nascente, faz o mapeamento, tira fotografias, coleta informações, alimenta o banco de dados, faz a limpeza, o reflorestamento e a educação ambiental com a comunidade?, descreve o engenheiro agrônomo. Em dois anos de atuação, o projeto já localizou 716 nascentes. O próximo passo é recuperar mais nascentes que já foram georreferenciadas e expandir o projeto em três cadeias de montanhas da região. A primeira, que foi mais explorada pelos caçadores de nascentes, fica entre os municípios de Água Branca e Pariconha. Na região de Mata Grande, Castro informa que o projeto pode abranger ainda os municípios alagoanos de Inhapi e Canapi e avançar além da divisa com Pernambuco, entre Inajá, Caraibeiras e Tacaratu, na outra margem do Rio Moxotó. Por fim, uma terceira região que o Renas-Ser pretende atuar fica nas cercanias de Maravilha, Poço das Trincheiras e Santana do Ipanema.

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