Cidades
Camel�s contabilizam preju�zos
O cheiro forte de queimado pode ser sentido na entrada do lugar. A fuligem espalhada no chão e paredes dos barracos são as marcas de um dia de angústia para quem viu tudo o que possuía se perder pelas chamas que devastaram 16 barracas no conhecido camelódromo da Avenida Moreira Lima, no centro de Maceió, para onde há pelo menos 30 anos foram levados vendedores ambulantes que ocupavam o calçadão do comércio. O cenário, na parte onde as barracas foram destruídas pelo fogo, é desolador. O incêndio aconteceu no último sábado, 29, e até ontem, segundo os comerciantes, não havia aparecido ninguém no local para prestar assistência aos que viram tudo o que possuíam se perder nas chamas que por pouco não acabaram com o comércio do local. Erivaldo Moreno Wanderley dos Santos e a esposa Luciana Maria Pinto tiveram a banca onde comercializavam confecções totalmente destruída. Restaram a eles dívidas. Muitas dívidas. ?Compramos no cartão, cheque para pagar depois. Agora estamos recorrendo à família, aos amigos para tentar recomeçar?, afirma Erivaldo dos Santos, ao contabilizar um prejuízo em torno de R$ 15 mil. ?A gente vive disso; paga aluguel de casa?, ressaltou. Como não há ninguém para informar, eles tentam por conta própria encontrar uma causa para o incêndio. Reclamam que pagam taxa sindical, mas que ninguém aparece para ajudá-los.