Cidades
T�cnicos do MS desaconselham greve
Técnicos do Ministério da Saúde (MS) se reuniram, ontem, em Maceió, com o secretário estadual de Saúde, Álvaro Machado, o secretário de Administração, Valter Oliveira, e representantes da Procuradoria Regional do Trabalho, na condição de mediadores, em busca de uma solução para o impasse entre os trabalhadores e o governo, por causa do concurso público que se realiza em fevereiro. Segundo Maria Helena Machado, do MS, o objetivo da comissão é tentar evitar perdas, principalmente para aqueles que estão no serviço há muito tempo. Mas, de antemão, ela descartou a anulação do concurso da saúde e alertou que a greve não é o melhor caminho. ?É desaconselhável, pois a rede de atendimento à saúde não pode parar?, disse. Os prestadores de serviço da Saúde decretaram greve na última segunda-feira, estão acampados em frente ao Palácio dos Martírios e prometem só retornar às atividades após acordo com o governo do Estado. Eles querem a manutenção dos empregos e a anulação do concurso da Saúde. ?Não podemos anular o concurso, pois estaríamos passando por cima do que a Lei determina. O concurso é a maneira mais correta de alguém entrar no serviço público e nós louvamos a iniciativa de realizá-lo?, rebate a representante do Ministério, acrescentando que essa questão sequer foi discutida na reunião que aconteceu na sede da Secretaria de Administração. Helena Machado lembrou que a mesma situação está ocorrendo em outros Estados brasileiros. ?Acreditamos que Alagoas pode nos ajudar a encontrar as saídas possíveis e até poder aplicá-las nos demais Estados?, destacou. ?Vamos conversar com as lideranças sindicais, negociar e juntos tentar encontrar uma saída?, acrescentou. Contratação O secretário de Saúde, Álvaro Machado, lamentou a paralisação dos trabalhadores de serviços prestados e disse que a greve só prejudica o atendimento nas unidades de Saúde do Estado. Segundo ele, é uma medida inaceitável. ?Não podemos admitir esse tipo de atitude, pois só prejudica a rede, podendo levar as unidades ao colapso total?, ressaltou. Em função desse quadro, ele anunciou que algumas medidas foram tomadas pela Sesau, para que a população não seja prejudicada. Dentre elas está a contratação de pessoal, por um período mínimo de 30 dias, para suprir as carências nas unidades hospitalares. ?Montamos um esquema para minimizar o problema no atendimento aos casos de emergência. Isso será feito até enquanto os prestadores de serviço não retornam ao trabalho?, declarou. Segundo ele, no início das negociações foi feito um acordo com os trabalhadores para que eles fossem substituídos aos poucos, até que os concursados assumissem todos os cargos. ?No entanto, isso não está sendo cumprido, tendo em vista que eles resolveram paralisar as atividades em geral. Esperamos que tenham consciência e respeitem o que foi acordado?, concluiu. (FM) Greve atinge 60% dos serviços da Emergência A greve dos prestadores de serviço provocou uma redução de pessoal em torno de 50% a 60% na Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, segundo revelou o diretor-geral, Marcos Sampaio. Ele garantiu, entretanto, que a população não vai ficar sem atendimento de emergência e que o hospital vai manter o mesmo padrão. ?Vamos priorizar os casos de emergência. Essa foi a principal medida que adotamos, com a finalidade de minimizar os prejuízos à população?, afirmou. Segundo ele, outras medidas emergenciais foram adotadas pela direção da UE, para que a situação no hospital, que já não era das melhores, não se transforme em um verdadeiro caos. Segundo ele, a redução de pessoal aconteceu nos níveis médio e elementar. ?No nível superior não há ausência de nenhum profissional?, destacou. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para ajudar no atendimento dos setores de maior carência, como os serviços de nutrição, auxiliar de enfermagem e transporte interno de pacientes (padioleiros). Já os policiais militares, segundo informou o diretor Marcos Sampaio, foram acionados para reforçar a segurança na entrada da UE, a fim de evitar possíveis invasões e agressões. Também foram solicitados à PM/AL alguns policiais para trabalhar como auxiliares de enfermagem e padioleiros. Além dessas medidas, Sampaio informou que as pessoas contratadas pelo Estado para o trabalho temporário, uma iniciativa da Secretaria de Saúde (Sesau), já iniciaram as atividades ontem. ?A Sesau também tem buscado trabalhar em conjunto com os hospitais José Carneiro e Sanatório, para atender os casos mais graves e transportar os pacientes, a fim de desafogar os leitos da UE?, observou. Outra medida adotada pela direção foi dobrar a escala do pessoal efetivo, garantindo-lhe o pagamento de adicionais e horas extras. (FM) retaria de Saúde (Sesau), já iniciaram as atividades ontem. ?A Sesau também tem buscado trabalhar em conjunto com os hospitais José Carneiro e Sanatório, para atender os casos mais graves e transportar os pacientes, a fim de desafogar os leitos da UE?, observou. Outra medida adotada pela direção foi dobrar a escala do pessoal efetivo, garantindo-lhe o pagamento de adicionais e horas extras. (FM)