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Alagoas tem 34 munic�pios na lista do Fome Zero

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Apesar de ser o Estado com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Alagoas é o penúltimo em número de municípios a serem beneficiados na primeira etapa do programa Fome Zero, do governo federal. Com 34 municípios que serão atendidos pelo programa na etapa inicial, Alagoas só está à frente do vizinho Estado de Sergipe, que teve 14 municípios incluídos na relação. O município de Inhapi, com o 19º pior índice de exclusão social do País, não faz parte da lista inicial. O Piauí, governado pelo petista Wellington Dias, será o Estado mais beneficiado, com 195 municípios na relação dos primeiros 957, onde será implantado o programa, a partir de fevereiro. Em segundo lugar vem o Estado de Minas Gerais, com 165. Paraíba, com 161 municípios, aparece em terceiro lugar. Em quarto está a Bahia, com 143 cidades incluídas. O Maranhão, reduto da família Sarney, é, por enquanto, o único Estado nordestino em que o programa não será implantado. A relação dos municípios selecionados para o Fome Zero foi entregue pelo governo à Pastoral da Criança, que deverá integrar o trabalho, cujo objetivo será o de acabar, a médio prazo, com a fome e a subnutrição. A coordenadora nacional da pastoral, Zilda Arns, encontrou-se na semana passada com o ministro da Segurança Alimentar, José Graziano. Ela ofereceu ao governo os arquivos com dados das 33 mil comunidades em que atua em ações de segurança alimentar. Feito o cruzamento entre a lista do governo e a da entidade ligada à Igreja Católica, verificou-se que em 643 dos municípios selecionados a pastoral já atua. Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano por Município (IDH-M), indicador calculado com base no censo de 2000 por quatro equipes de pesquisadores, entre elas as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), os Estados com conjuntos de municípios em piores condições são, pela ordem, Alagoas, Maranhão, Piauí, Paraíba, Sergipe, Acre e Bahia, seguindo-se Rio Grande do Norte e Amazonas. Assim como o Maranhão, os Estados do Acre e Amazonas estão ausentes dessa primeira fase do Fome Zero. Programa será lançado hoje à tarde, em Brasília O Programa Fome Zero, carro-chefe do governo federal, será lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje, às 15 horas, numa solenidade que deverá reunir, no Palácio do Planalto, todos os ministros de Estado, além de governadores e prefeitos. Apesar dos vários convites formulados, o Governo não conseguiu garantir a presença de estrelas como o jogador de futebol Ronaldinho, que não foi liberado pelo seu time, o Real Madri, e nem a modelo Gisele Bundchen, que fez a primeira doação oficial de um cachê artístico para o programa. O Fome Zero é composto de mais de 40 projetos e medidas para erradicar a fome e a miséria no Brasil, mas apenas duas ou três medidas deverão ser lançadas oficialmente nesta quinta-feira. Em sua definição oficial, o programa tem por objetivo garantir quantidade, qualidade e regularidade no acesso à alimentação para 46 milhões de brasileiros que hoje dispõem de menos de US$ 1 por dia para sobreviver (cálculos da equipe do Projeto Fome Zero, baseados nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE de 2001). Além de programas de combate à fome, no semi-árido, mais precisamente no Piauí, terá início o projeto piloto com programas de saneamento básico, infra-estrutura, educação e saúde. Os dois primeiros municípios a terem o projeto piloto são Acauã e Guaribas, situados a pouco mais de 400 quilômetros da capital piauiense, Teresina. Essas cidades foram escolhidas devido ao elevado grau de miséria de suas populações, onde mais de 90% é analfabeta e nenhuma casa possui sistema de água e esgoto. Lá entrará em teste o chamado cartão alimentação, que prevê a liberação de R$ 50, por família, para que comprem apenas alimentos, segundo ?cardápio? estabelecido pelo governo.

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