Cidades
Ideal � apertar o cinto e honrar os compromissos
De acordo com a economista Luciana Caetano, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a crise vivida atualmente se sustenta em pelo menos dois fatores elementares: o custo de vida e a alta do dólar, que semana passada chegou bem perto dos R$ 4,00. Isso reflete, diretamente, em produtos que constituem a cesta básica de alimentos do povo brasileiro, a exemplo dos derivados do trigo, produto importado que garante a fabricação do pão, do macarrão, da massa de bolo e de outros alimentos. Somem-se a isso, os reajustes de tarifas, como a água e a energia, que acabam refletindo, não apenas na conta do consumo em si, mas em outros gastos, como condomínio e os combustíveis ? que refletem diretamente no transporte ?, e acabam chegando ao supermercado e à mesa de todos os brasileiros. As projeções do Banco Central são de que a energia acumule aumento de 49,2% em 2015. Para o gás de cozinha, a projeção é de 15%. Já a gasolina deve fechar com um acumulado de 8,9%. E grande parte desses reajustes já aconteceu no primeiro semestre. De acordo com Luciana Caetano, a sensação de perda no poder de compra do trabalhador é ainda maior no segundo semestre, quando os salários, geralmente reajustados no começo do ano, começam a apresentar defasagem, sobretudo para as categorias que ganham até dois salários mínimos, realidade de 70% da população brasileira, e de um percentual ainda maior da população alagoana. Pior ainda para quem teve reajuste abaixo da inflação, ou não teve reajuste no primeiro semestre, como a maioria das categorias de servidores públicos.