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Nº 5729
Cidades

Desemprego aumenta as dificuldades

Se está ruim para quem tem emprego, imagina para quem está desempregado, à procura de um lugar no mercado. É aí onde a crise toma um dimensão ainda maior para estados pequenos, como Alagoas, cuja taxa de desemprego atingiu a margem dos 11%, bem mais alta

Por | Edição do dia 13/09/2015 - Matéria atualizada em 13/09/2015 às 00h00

Se está ruim para quem tem emprego, imagina para quem está desempregado, à procura de um lugar no mercado. É aí onde a crise toma um dimensão ainda maior para estados pequenos, como Alagoas, cuja taxa de desemprego atingiu a margem dos 11%, bem mais alta que a média nacional, que está em 8%. Reflexo da queda bruta na indústria de transformação, puxada pela crise do setor sucroalcooleiro, até pouco tempo o principal eixo da economia alagoana. Nos últimos três anos, segundo a economista Luciana Caetano, o setor perdeu 15 mil postos de trabalho, com o fechamento de algumas usinas e a redução na produção de outras. Impacto importante, também, foi a retração na indústria da Construção, outro setor igualmente importante na geração de empregos, sobretudo para as chamadas categorias de baixa renda. Tudo isso tem reflexo em outros setores, como o Comércio, que sofre com redução nas vendas. E nem mesmo a injeção dos recursos do 13º salário, que para algumas categorias começa a ser liberado a partir do final deste mês, é capaz de animar o setor. A projeção, segundo a economista, é de que as contratações temporárias, que geralmente acontecem a partir de outubro, sofram retração este ano, devido à perspectiva de queda nas vendas devido ao menor poder de compra da população. Mesmo assim, Luciana Caetano assegura que a situação não é de desespero, e lembra que o Brasil já enfrentou momentos piores, como nas décadas de 1980-90.

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