Cidades
Docentes da Ufal seguem parados
A greve já dura 110 dias e não tem nem sinal de acabar. Sem conseguir estabelecer diálogo com o governo federal, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) mantêm a paralisação e buscam caminhos que garantam a abertura de negociações em relação à pauta da categoria e à preservação da universidade ?pública, gratuita e de qualidade?. Temem que a redução que já vem se impondo ao orçamento das universidades federais, agravada com as medidas anunciadas na segunda-feira, 14, de contenção de despesas em torno de R$ 26 bilhões, agravem ainda mais a já caótica situação que enfrentam as universidades públicas federais, segundo afirmam os profissionais. Ontem pela manhã, os professores, liderados pela Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), concederam coletiva à imprensa, durante café da manhã na sede da instituição, no Farol. Informaram que nunca foram recebidos, durante todos esses dias de greve, pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Afirmaram que a greve ?é um momento doloroso? para toda a comunidade acadêmica, mas que sua continuidade ou finalização depende de avaliações e assembleias que os docentes farão ao longo da semana e do comando nacional, que desde o início do ano passado tenta conversar com o governo. ?Em vão, porque o governo se nega, inclusive, a dar informações básicas?, afirmou o professor de Economia da Ufal, José Menezes, integrante do movimento e diretor da Adufal.