Cidades
Em Porto Real, aldeia Kariri-Xoc� vive processo de faveliza��o
Porto Real do Colégio ? Aquela imagem de índios organizados em aldeias circular, em trabalho coletivo e na preservação de espaços comuns só pode ser vista na região amazônica. Na maioria das tribos do Nordeste, os índios se abrigam em casas simples ou em espaços que parecem as favelas urbanas. Assim é também na tribo Kariri-Xocó, em Porto Real do Colégio. A fedentina toma conta da comunidade por conta de um imenso lago de esgoto. Alaelson Airã, que se trata de leucemia crônica, mora em frente ao ?esgotão? e reclama: ?Todo mundo aqui na aldeia já pediu ajuda à coordenadora do Programa da Saúde Indígena, Genilda Leão, e aos médicos do posto. Eles nos dizem é que não existe recurso para saneamento. Ninguém suporta mais essa situação que deixa as crianças e os velhos doentes?. Ao caminhar pela comunidade se percebe a grande quantidade de índios desempregados, jovens fora da escola, um deles ganha a vida fazendo apontamento do jogo do bicho na comunidade. Meninas de 14 e 16 anos, à noite, saem escondidas dos pais e se envolvem com prostituição na BR-101, que fica próxima à aldeia. A escola indígena só tem o ensino fundamental. A outra escola que a comunidade gostaria de transformar as salas de aula para o ensino médio, profissionalizante e creche está em ruínas.