Cidades
Faltam vagas nos cemit�rios p�blicos
Quem não tem R$ 10 mil para comprar ou alugar um espaço em cemitério particular não pode morrer. Parece impossível, mas a situação chegou a esse ponto. Os oito cemitérios públicos da capital estão praticamente sem vagas para enterrar quem não pode pagar fortuna pelo sepultamento em área particular. A superlotação é tão grande que tem cova com mais de três corpos de famílias diferentes. Quem revela é o auxiliar de serviços gerais Severino Pedro Barbosa, que trabalha como autônomo no Cemitério de São José. A informação foi confirmada pelos funcionários dos cemitérios. O prefeito Rui Palmeira (PSDB) também não desmente a situação e mantém o São José interditado por incapacidade total de receber mais corpos. O prefeito busca parceria com empresários para construir um cemitério e um ossário. ?A situação é crítica. Os cemitérios públicos estão praticamente sem espaço?, admitiu o prefeito. Porém, o caso é bem mais grave do que imagina o prefeito. Severino Barbosa contou que diariamente famílias de baixa renda fazem peregrinação pelos cemitérios públicos da capital em busca de uma cova para sepultar os parentes. Quando falta opção, as famílias buscam municípios vizinhos como Marechal Deodoro, Paripueira, Rio Largo, Satuba e às vezes são obrigadas a enterrar os parentes em covas coletivas. ?O pobre não pode morrer porque falta cova para enterrar. É muito triste essa situação?, disse o zelador de túmulos Severino Barbosa. Os coveiros também confirmam a situação. A maioria não quer ser identificada com medo de perder o emprego. ?Os cemitérios públicos estão lotados. É muita sorte encontrar vaga em um deles?.