Cidades
Cortes agravam crise na Ufal
Uma situação dramática. É como definem professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) o momento vivido pela instituição pública criada em 1961 ? que tem sua concepção fundamentada na tríade ensino, pesquisa e extensão ?, hoje ameaçada de perder os dois últimos pilares e se resumir apenas ao primeiro deles: o ensino. A ameaça à função social da instituição, que assusta aqueles que acreditam na pesquisa como fator determinante para o desenvolvimento de um País, bate à porta da universidade ao longo dos últimos anos e virou um fantasma com a crise econômica nacional que atinge em cheio a educação pública superior. Sem recursos nem pessoal suficiente, a pesquisa para. Os avanços obtidos são inegáveis. No entanto, as perdas que começaram a ser contabilizadas desde o momento que o prenúncio do que seria uma crise financeira virou realidade são hoje uma dor de cabeça para aqueles que temem ver escorrer pelo ralo todas as conquistas que levaram mais de meio século para serem alcançadas. A semana que passou trouxe mais incertezas para quem luta por um ensino superior público de qualidade. As previsões, que já eram nada animadoras, agravaram com o anúncio, pelo governo federal, de um pacote de medidas que passa por cortes profundos em despesas e investimentos em todos os setores, entre eles a educação. Vinte e seis bilhões de reais, é o que pretende economizar o governo em 2016 para tentar sobreviver à crise. Cortou ?pela cepa? o orçamento público e com ele a destinação de verbas para instituições como as universidades públicas federais, que já haviam tido redução significativa em seus orçamentos.