Cidades
Falta de estrutura � um problema que atinge todos os campi do Estado
Imagine um curso universitário em pleno funcionamento com menos de sete professores especialistas na área? Parece irreal, mas não é em se tratando da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Um dos casos, segundo Suzana Barrios, professora do Centro de Educação (Cedu), nas áreas de Didática e Avaliação, pode ser constatado no curso de Dança. Para preencher a lacuna, docentes de outras áreas acabam tendo que se desdobrar, sair de suas áreas específicas de atuação. ?Nós, por exemplo, do Centro de Educação, somos também do curso de Dança?, afirma, ao traçar um quadro considerado crítico vivido pela instituição de ensino superior referência em Alagoas. A conversa com a professora e outros docentes da universidade transcorreu na semana que passou, na sede da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), no Farol, quando a entidade reuniu a imprensa para mostrar a situação que a instituição atravessa, o que por si, segundo os profissionais, justifica a paralisação da categoria que se prolonga por mais de cem dias. Pedem reajuste salarial, mas lutam, segundo eles, sobretudo, pelo resgate do ensino superior público e de qualidade. ?Essa precarização é um problema que está acontecendo em nível nacional, mas algumas universidades estão vivendo esse problema de uma forma mais emblemática. A nossa é uma delas?, observa a professora Suzana Barrios.