Cidades
Para sobreviver � preciso fazer m�gica, declara reitor da Ufal
O reitor Eurico Lôbo está consciente do momento delicado enfrentado pela Ufal, mas, apesar da crise, enxerga luz no fundo do túnel. Em meio a um processo de sucessão, o reitor tem trabalhado para ?apagar incêndio?. Diariamente, resolve demandas administrativas que até então não seriam da alçada do gestor maior da universidade, mas, diante do caos vivenciado, não há outra forma, senão intervir para evitar que a situação se agrave. Ligações para Brasília para garantir a liberação de recursos e evitar a paralisação de serviços essenciais passaram a ser frequentes. Trabalho antes feito por chefes de setores, acabaram indo parar na mesa do reitor. ?Temos tido uma interlocução direta com o Ministério da Educação, com a Secretaria Executiva, com a Secretaria do Sisu [Sistema de Seleção Unificada]. Mês passado, por exemplo, tivemos uma excepcionalidade, que foi o atraso no repasse de bolsas de estudantes e nós, numa negociação com o MEC, conseguimos fazê-lo. Agora mesmo [no dia da entrevista], estudantes estão mobilizados [a reunião acontecida na antessala do gabinete do reitor] porque uma parte da bolsa está atrasada?, disse Eurico Lôbo. A situação das universidades públicas federais, segundo o reitor, ?reflete a situação do País como um todo?. Quando questionado sobre o que o futuro reitor (a) vai encontrar na Ufal, ele afirma: ?Eu não vejo nenhuma possibilidade de horizonte sem nuvens turbulentas nos próximos dois anos, não. Então, acho que o próximo reitor, reitora, que assumir 2016, 2017, conforme as previsões dos economistas, dos planejadores mundo afora, enfrentará dias difíceis. No entanto, temos previsão para o orçamento de 2016 um pouco melhor do que o de 2015?. Eurico Lôbo descarta que a universidade esteja parada. ?Estamos fazendo um esforço enorme. Apesar de todo esse cenário, temos mantido a universidade em funcionamento pleno, com limpeza, segurança. Tem aqui ou lá um desses setores com uma conta atrasada, mas está sendo negociado?, revela.