Cidades
Carboniza��o dificulta a per�cia
Após um dia inteiro de registros no local onde estão os destroços do helicóptero da Segurança Pública e o recolhimento de peças que podem ajudar na busca pelas causas do acidente, a equipe do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) chegou à conclusão que a apuração será muito difícil e deve durar um ano ou até mais para ser concluída. Os investigadores encontraram destruição total por causa da carbonização, o que complica os trabalhos periciais. Restos mortais humanos foram localizados ontem pela manhã e levados para análise no Instituto de Criminalística (IC). Uma arcada dentária e uma parte que se assemelhava a um órgão foram recolhidos pelos investigadores a alguns metros do local exato em que a aeronave caiu e matou quatro militares: o major bombeiro Milton Carnaúba, o capitão PM Mário Henrique Assunção e os soldados da PM Diogo Melo e Marcos de Moura Pereira. O coordenador da equipe do Seripa II, que está em Maceió, coronel José Roberto Mendes da Silva, revelou que os trabalhos a partir de agora serão minuciosos, ao ponto de verificar cada detalhe para que o quebra-cabeças que aponte a verdadeira causa do acidente seja conhecida. Apesar da possibilidade de o resultado da investigação demorar para ser divulgado, o Seripa deve produzir um relatório parcial do que foi visto, recolhido e analisado, em 30 dias. O trabalho, ontem, começou bem cedo no local do acidente e foi acompanhado passo a passo por um representante da empresa fabricante do helicóptero. Hoje, os representantes da Seripa estarão no Aeroporto Zumbi dos Palmares, onde continuarão o levantamento documental da aeronave e iniciarão a análise das peças recolhidas ontem. Eles também recolheram uma amostra de combustível utilizado para abastecer a aeronave, o que é feito no Aeroclube.