Cidades
Semin�rio discute desarmamento
Ao defender os inúmeros benefícios do Estatuto do Desarmamento para a sociedade brasileira, o sociólogo Antônio Rangel lembrou, ontem, durante seminário idealizado pela Rede Desarma Brasil, que o controle de armas de fogo evitou a morte de mais de 160 mil brasileiros, desde 2003, quando a lei foi oficializada no País. ?Antes da vigência do Estatuto do Desarmamento, havia muito mais mortes por arma de fogo em todo o Brasil?, relembrou Rangel, que também é consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) para questões relativas a desarmamento de jovens e adultos em todo o País. ?Os crimes com arma de fogo cresceram, em média, 0,53% ao ano, depois da vigência da lei. Antes de 2003, a média de registros era de 8,6%?, relatou. Antônio Rangel questionou ainda, durante seminário apoiado pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), os riscos que podem ser impostos à sociedade brasileira em caso de aprovação, pelo Congresso Nacional, de lei propondo flexibilização das regras do Estatuto do Desarmamento. ?Querem reduzir de 25 para 21 anos a idade mínima para se comprar arma de fogo. Seria um retrocesso concordar com uma mudança dessas?, alertou, chamando a atenção para o interesse dos fabricantes de armas e munições. ?A sociedade não pode ceder à pressão das duas únicas fábricas de armas e de munições do Brasil?, disse.