Cidades
Pais devem ficar atentos a v�cios modernos
Os brinquedos que Maria Clara possui foram comprados pelos pais ou recebidos de presentes de parentes mais próximos. Por ser a única criança em casa e na casa da avó, onde passa boa parte do tempo, vez por outra a menina surpreende com uma linguagem mais adulta. ?Quando ela está com as amigas, ela é uma criança de verdade. Mas, quando está conosco, tentamos ajudá-la a ser criança. Penso que ela pode ser forçada a amadurecer na marra. Por isso, brincamos com ela de bingo, de dominó e buscamos mantê-la na própria realidade da faixa etária?. A mãe ressalta que impõe as regras para evitar que a menina perca a noção do tempo olhando para uma tela. ?Se deixar, Maria Clara fica o dia inteiro e a noite no celular?, acredita. Apesar de controlar os horários, Flávia diz que libera a filha para ter perfis nas redes sociais e contatos para mensagens instantâneas. ?Eu permito, mas verifico tudo o que ela faz nas redes sociais?, diz. Ouvida pela Gazeta, a psicóloga infantojuvenil Karllene Farias cita pelo menos dois fatores que devem ser observados no universo da criança e a relação dela com a tecnologia. O primeiro deles é o modelo dos pais, que sempre é seguido pelos filhos; em seguida, é a imposição de limites, pesando sempre as variáveis para evitar extremismos. Estabelecer sempre horários e momentos adequados para ter contato com eletrônicos deve ser sempre a atitude dos adultos. Ela conta que é cada vez mais comum encontrar crianças com dificuldades psicomotoras. Por estarem tão concentradas na tecnologia, os pequenos acabam mirrados para os pequenos esforços. ?Já me deparei com um caso em que a criança não sabia nem manusear uma tesoura, um objeto tão simples e tão usado nas escolas na época da educação infantil. Na fase em que os estímulos são importantes para o senso cognitivo, nada está sendo feito?, avalia.