Cidades
Classes mais altas preferem a tecnologia
A realidade dos meninos da periferia contrasta com o mundo das crianças inseridas em outras classes sociais. Enquanto as relações sociais estão preservadas de um lado, do outro é mais comum ver grupos infantis em shoppings, com as cabeças abaixadas e dedos saltitantes na tela de smartphones e tablets. Filha única, Maria Clara Nogueira, de 10 anos, estuda em um colégio particular onde o ensino mescla o uso de livros e de aparelhos eletrônicos. Em casa, não faltam celulares e tablets à disposição dela. Curiosa, a garota só larga o smartphone quando recebe a ordem da mãe ou está com as amigas, da mesma faixa etária. Mesmo com a tecnologia presente no dia a dia, Maria Clara não larga as bonecas e as dezenas de caixas de jogos que têm em casa. ?Gosto do bingo, do Eu Sou e do Acerte o Acento. Também brinco de professora, com as minhas bonecas, com a minha bola rosa, de montar quebra-cabeças, com meus ursinhos de pelúcia...?, lembra a garota.