Cidades
Escolas privadas registram aumento da inadimpl�ncia
A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado Alagoas (Sinepe), Bárbara Heliodoro Costa e Silva, estima que o percentual de inadimplência nas escolas particulares de Maceió chegue a 30%, em algumas delas. O número, bem maior em relação ao ano passado, já preocupa os empresários do setor educacional, do ensino básico ao superior. Uma escola centenária, sua aula inaugural foi realizada em fevereiro de 1905, o Colégio Marista de Maceió registra crescimento médio de 1,13% no número de devedores até agora, na comparação com o índice de 2014, quando a inadimplência chegou a 15,2%. ?Temos escolas em que esse número é praticamente o dobro?, disse Bárbara Heliodoro, diretora-presidente do Colégio Galileu, explicando que o percentual depende do tamanho do estabelecimento. O Sinepe estima que o número de escolas particulares em Alagoas chega a pouco mais de 500, mas pode ser ainda maior. O problema é que nem todas participam do Censo Escolar, o que impede a exata quantificação. A situação é a mesma na capital, onde estão cerca de 400 das escolas cadastradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Porém, como explica Bárbara Heliodoro, o número pode ser maior. Seja de grande, médio ou pequeno porte, o fato é que, cada vez mais, ao final de cada mês, as escolas têm como preocupação dimensionar o percentual de inadimplência. ?A redução de gastos públicos e de investimentos, a inflação acima da meta, o aumento do desemprego, o arrocho fiscal e o PIB nulo farão com que as famílias tenham menos recursos disponíveis e, por consequência, elevará o índice de inadimplência?, declara Aluízio Pereira da Silva Júnior, assessor-administrativo do Colégio Marista, preocupado com os possíveis cenários de 2016.