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Redu��o da vaz�o agrava crise h�drica

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A redução de chuvas nas nascentes do Rio São Francisco, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, compromete ainda mais as populações do Sertão. A barragem de Sobradinho, no Norte da Bahia, recebe 500 metros cúbicos por segundo e solta 900 metros cúbicos. ?Se a seca continuar em Minas Gerais, vai ser uma tragédia?, avaliou o vice-presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) e prefeito do município sertanejo de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB). ?Há 23 anos entrei para a política, na minha região, como vice-prefeito. Depois fui prefeito e, quando estava sem mandado, sempre estive envolvido diretamente com os problemas do Sertão. Ainda não tinha visto uma situação assim. Esta é a pior seca que eu já vi?, disse Dantas. Segundo o prefeito, o início da primavera no Sertão marca o período da colheita de feijão. ?Antes era comum a gente passar na beira da estrada, nos povoados, e ver o povo batendo o feijão em festa. Há três anos a gente não vê isso porque não tem colheita dos nossos produtos tradicionais. A agricultura desta vez fracassou completamente. Vai faltar comida para muita gente neste verão?. Com relação ao abastecimento de água para consumo humano e de animais, o vice-presidente da AMA confirmou que a situação também é crítica em 38 municípios. Os 362 caminhões-pipa da Defesa Civil e do Exército são insuficientes para atender à demanda. A água é colocada nas cisternas comunitárias e não dá para todos. As prefeituras pequenas também contratam, no mínimo, quatro caminhões para reforçar a frota da Defesa Civil e do Exército. ?Em Pão de Açúcar, gasto R$ 20 mil por semana com mais nove caminhões-pipa e recuperação de estrada?, revelou.

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