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Exames ser�o feitos fora do Estado

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Pelo menos dois procedimentos periciais que poderiam se tornar úteis para desvendar a causa da queda do helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), matando quatro militares, não poderão ser feitos pela Perícia Oficial de Alagoas (POAL). O exame toxicológico e a análise dos fragmentos da aeronave, feita por um engenheiro local, deixarão de ser realizados por falta de laboratórios especializados e de servidores qualificados. Apenas as análises do material bélico e do carro atingido pelo fogo serão feitas pelos peritos alagoanos. A reclamação dos funcionários da Perícia quanto à estrutura de trabalho não é novidade. No caso desse acidente aéreo, a intenção era colaborar com a equipe do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Os investigadores estão encarregados de descobrir o que provocou a queda da aeronave e adiantaram que terão dificuldade devido à destruição das peças pelo fogo. Segundo o perito criminal Victor Portela, caso haja necessidade e determinação para o exame toxicológico ser feito em outro local, o processo até colher o material orgânico (no caso, as vísceras) será burocrático. As vítimas deverão ser exumadas, tendo em vista que o Instituto Médico Legal (IML) não separou essas partes dos corpos para um eventual exame no futuro. A exumação dependeria de um pedido formal feito à Justiça. ?Além disso, teríamos dificuldades para o tratamento das vísceras, devido ao estado de decomposição e pela evidente falta de um espaço adequado para acondicioná-las em Alagoas?, diz. Os peritos ainda tinham o objetivo de avaliar os destroços, por meio de um profissional da engenharia legal. Ele verificaria, nas peças recolhidas, se havia indícios de problemas mecânicos e materiais. O primeiro, como Portela, poderia sinalizar se alguma pane levou o helicóptero a despencar; já o segundo tentaria descobrir algum defeito de fabricação da aeronave. As duas análises buscariam possíveis infrações penais.

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