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Eles esbanjam alegria e vitalidade

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Está longe, muito longe, o tempo em que uma pessoa acima dos 60 anos era a imagem da ?vovozinha? que vivia a fazer tricô sentada em uma cadeira de balanço e o ?vovozinho?, protegido por um cachecol, a reclamar dos males de saúde causados pelo tempo. A vida passou, vieram os avanços da medicina, novos conceitos, cuidados com o corpo, o bem-estar e a mente, que trouxeram resultados não só conceituais, mas físicos sobre o que é considerada uma pessoa na chamada terceira idade, a faixa etária que se avizinha quando os 50 anos começam a ?ir embora? e os 60 batem à porta pedindo passagem. Até meados do século passado, chegar aos 60 anos era quase sempre sinônimo de velhice. Corpo e mente sentiam os impactos do passar do tempo e impediam uma vida saudável para boa parte da população. No século 21, não mais. A vida para quem chega aos 60, com saúde, está em plena efervescência. Que o digam Maria Nilda Alves Feitosa, 63 anos, e o marido José Justino do Nascimento, 82 anos. O casal atua junto à Pastoral da Pessoa Idosa em Alagoas, Organização Não Governamental ligada à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Eles também coordenam atividades na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Cruz das Almas, onde moram. Sorridentes, esbanjam saúde, disposição e muita, muita energia. As feições não negam que a idade cronológica está longe de significar a idade vital. Nilda, por exemplo, chama a atenção pela facilidade com que sobe os degraus da estreita escada em forma de caracol que leva ao primeiro andar da casa onde o casal vive há 28 anos, desde que os dois ficaram viúvos e decidiram se unir em casamento para prosseguir a vida juntinhos. Deu tão certo, que tudo eles combinam, até nos cuidados com a saúde e a mente.

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