Cidades
Pa�s avan�a, mas ainda n�o est� preparado para popula��o idosa
Setenta e cinco por cento da população situada na faixa etária chamada terceira idade, que começa aos 60, é independente. Autônoma. Exerce plenamente a cidadania. Usa transporte público e resolve sua vida sem precisar se apoiar em ninguém. Os obstáculos, na maioria das vezes, surgem com a falta de investimentos públicos que garantam condições de mobilidade e acessibilidade ao idoso e aos demais cidadãos, como calçadas, passeio público, pavimentação de vias, segurança. É o que afirma a coordenadora do Programa de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a assistente social e gerontóloga Elisabeth Toledo. A mudança de perfil começou a se desenhar no século passado, quando, segundo a especialista, o ?País acordou para a população idosa?. ?A figura que muitos ainda têm em mente da avó sentada em uma cadeira de balanço fazendo tricô está quase abolida da sociedade. Só existe, na maioria das vezes, em fotos, nas histórias infantis, desde que se tenha saúde, obviamente?, ela diz. O chamado idoso da atualidade, de acordo com ela, ?se movimenta, pratica exercícios físicos, constrói uma reserva financeira para se manter bem, realiza suas atividades, alimenta-se bem, toma banho sozinho. Vai ao banco, ao supermercado, à igreja, enfim, decide o que quer?, ressalta, ao destacar que tal condição é preconizada pela Política Nacional da Pessoa Idosa, ?que trabalha sobretudo a autoestima e a saúde da pessoa idosa?. ?Antes, ao chegar a uma determinada faixa de idade, a pessoa praticamente deixava de ser um cidadão. Hoje, ao contrário, exerce plenamente sua cidadania?, observa a assistente social. Segundo ela, ?no Brasil, esse é um processo recente; data do século passado para cá. Antes, o País era considerado um País de jovens?.