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Alagoanas aderem ao parto humanizado

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Os olhos da jornalista e bombeira militar Thássia Santos Leite enchem de lágrimas. Os olhos do marido, também bombeiro militar, Valdeilson Leite, marejam. As mãos dos dois se procuram e se entrelaçam como num código silencioso de amor e cumplicidade. As lembranças do nascimento do filho João Gabriel, agora com 6 meses, emocionam o casal como no primeiro instante em que ele respirou o ar do mundo, fora do ventre materno e já nos braços do pai. Antes mesmo de engravidar, o casal havia decidido que o filho viria ao mundo da maneira mais natural e humanizada possível, e que os dois enfrentariam juntos cada passo desse processo, desde a preparação do corpo da mamãe, a busca de conhecimento, até ? e principalmente ? o momento do parto, que aconteceu na residência do casal, no primeiro andar de um sobradinho, no município de Marechal Deodoro, a quase 30 quilômetros de Maceió. Foram 42 horas em trabalho de parto, desde a primeira contração. E mesmo com toda coragem e determinação de que se cercou na preparação, Thássia chegou a falar em desistir, em momento de extremo cansaço. Pensamento que não resistiu ao intervalo de uma contração e nem às palavras do marido, a quem ela pedira o tempo todo para não lhe deixar desistir. ?Não, minha guerreira, você nunca quis e não vai desistir. Estamos juntos nessa selva, lembra??, disse Valdeilson, repetindo bordões de superação que os dois aprenderam na formação militar. O suficiente para a guerreira repetir, no momento seguinte: ?Quem falou em desistir? Não! Eu não quero isso. Vamos em frente. Nosso bebê vai nascer no seu tempo?. E seguiu, cercada da família e de uma equipe multidisciplinar que lhe acompanhou durante a gestação e, mais intensamente, nos últimos meses.

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