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Respeito m�tuo

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Foi no documentário Renascimento do Parto, que o casal Thássia e Valdeilson encontrou os elementos que precisava para fundamentar a decisão, partindo do conceito de que, no hospital e no domicílio, parto humanizado é aquele que respeita mamãe e bebê. E eles queriam esse respeito. A realidade obstétrica mostrada no vídeo, a instrumentação do parto, os procedimentos padrões que eles consideram desnecessários em alguns casos ? como o corte da vagina, o colírio de prata, a aspiração, o soro para acelerar o processo natural, ajudando a ?expulsar? o bebê foram alguns desses elementos. ?Cada caso é único. Tem situações que esses procedimentos não são necessários, mas são feitos assim mesmo. Nós não queríamos nada disso. Queríamos apenas que o nosso filho nascesse no tempo dele e nos preparamos para isso?, conta Valdeilson. Mais que um parto humanizado, eles queriam que o filho nascesse em casa. A própria experiência familiar fortaleceu suas convicções. Dos quatro filhos de sua mãe, que morava no interior, Valdeilson foi o único que nasceu numa maternidade. ?Eu queria ter nascido como os meus irmãos, no ambiente familiar, cercado de todo aquele carinho. É um evento fisiológico que existe desde o início da humanidade. Nada mais natural?, diz ele. Thássia demorou mais a decidir. Havia o medo; e no começo, a mãe, Jane Eyre Silva, chorou, se posicionou contra; não faltavam as opiniões de amigos e familiares que consideravam ?uma loucura? ter um filho longe do hospital. ?Alguns nos chamaram de irresponsáveis?, conta ela.

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