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Ociosidade dos detentos alimenta a delinqu�ncia

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A situação do sistema penitenciário de Alagoas é semelhante à da maioria dos presídios brasileiros. As dez unidades prisionais administradas pela Secretaria de Ressocialização mantêm 3.766 presos, quando a capacidade é para 2.900 reeducandos. Portanto, os presídios estão com 866 pessoas além da lotação prevista. Apesar da superlotação, todos os presos têm cinco refeições diárias, fardamento, cuidados médicos, assistência social, entre outros benefícios garantidos pela Lei das Execuções Penais. Entre os presídios, um funciona na Região Agreste, no formato de cogestão pública e privada. Lá, estão 769 reeducandos vigiados com a ajuda da tecnologia, por sistema eletrônico que controla também as portas das alas e dos módulos. Nesse presídio, administrado pela iniciativa privada, o preso tem alimentação boa, material de higiene pessoal, fardamento e oportunidade de trabalho nas oficinas internas. Mas a maioria passa o tempo sem fazer nada. No Presídio do Agreste, cada preso custa ao contribuinte R$ 3,5 mil, revelaram o governador Renan Filho (PMDB) e o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Washington Luiz.

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