Cidades
Quem estuda vai para sistema diferenciado
Entre a população carcerária dos oito presídios da capital, de 2.998 presos, menos de 500 trabalham. Dentre os que exercem atividades profissionais, 132 cumprem pena no Núcleo de Ressocialização, que funciona com um regime diferenciado destinado aos que querem estudar e trabalhar. Antes de ingressar no sistema diferenciado, o reeducando passa por uma triagem feita pelo Serviço de Inteligência e pelos gestores das Unidades Penitenciárias. Segundo a coordenadora de Produção e de Laborterapia, Aline Kelly Pontes Barbosa, quatro fábricas ? de concretos, colchões, argamassa e vidro ? que funcionam na área industrial ao redor do sistema prisional de Maceió empregam 60 presos. Os outros trabalham na Fábrica da Esperança, que mantém oficinais internas de corte e costura, serigrafia, marcenaria, serralheria, horta, pintura, artesanato. Entre os presos que trabalham, 70% são homens e 30%, mulheres. O sistema produz fardamentos para a população carcerária, conserta carteiras de escolas públicas, produz produtos de carpintaria, e parte da produção da horta é consumida na cozinha do presídio. Nas empresas privadas, os presos ganham salário mínimo, e os da Fábrica da Esperança recebem por hora de trabalho o equivalente a 3/4 do salário mínimo (hoje em R$ 788). Outro benefício é a remissão da pena: cada três dias trabalhados equivalem a um dia a menos de pena.