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Professores faltam ao trabalho ap�s greve

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Cento e vinte e sete dias após a greve de servidores e docentes que parou as atividades na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a instituição reabriu ontem num ritmo ainda lento em vários cursos, onde faltaram professores e os alunos voltaram para casa sem ter aulas no primeiro dia depois de encerrada a paralisação que ?bagunçou? todo o calendário acadêmico e causou dor de cabeça, principalmente a estudantes prestes a concluir a graduação. Quem circulou pelo campus A.C. Simões, no Tabuleiro do Martins, pôde presenciar alunos de braços cruzados, outros voltando para casa e outros botando o papo em dia por falta de aula. Em alguns prédios, as aulas foram retomadas normalmente, entre eles, os de Arquitetura e Engenharia. Não foi o caso do prédio onde funciona o curso de Ciência Contábeis. Sem professor para dar aula na disciplina Direito Empresarial, os colegas Rodrigo Nascimento, 19, Pedro Campos, 20, e Fábio Tenório conversavam em uma lanchonete num espaço aberto do campus. Pedro vem de Cajueiro para estudar na Ufal. Perdeu a viagem. Rodrigo e o colega Fábio ?racham? o valor do combustível da Ponta Verde, onde moram, à Universidade. Perderam tempo e dinheiro. O professor faltou depois de mais de quatro meses em greve. Não deu sequer satisfação, segundo os alunos. ?Estamos superatrasados e o professor ainda faltou. Não pegou nem as chaves da sala de aula?, diziam os alunos, ao afirmarem que o professor pertence a outro departamento e leciona no curso de Ciência Contábeis para preencher o quadro funcional que possui carência de docentes, de acordo com eles, que estão no terceiro período.

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