Cidades
Servidores pedem ao TJ legalidade de greve
Os servidores técnico-administrativos do PAM Salgadinho, em Maceió, pediram, ao Poder Judiciário, o reconhecimento da legalidade da greve da categoria, que completa 20 dias neste fim de semana e suspendeu a maior parte dos serviços oferecidos à população. O apelo judicial foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev-AL), na semana passada, e a decisão pode ser proferida a qualquer momento por um dos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas. O processo já foi distribuído e, segundo a entidade representativa dos funcionários do posto, deve ser relatado pelo desembargador Tutmés Airan, vice-presidente do TJ. A previsão é a de que o posicionamento da Justiça sobre o assunto saia na semana que vem, inicialmente em caráter liminar. O mérito da questão será analisado depois pelo Pleno. De acordo com o diretor financeiro do Sindprev-AL, Cícero Lourenço, os servidores acionaram a Justiça como uma das estratégias da mobilização. A intenção é ter as reivindicações amparadas e reconhecidas pelos desembargadores e, consequentemente, forçar a Prefeitura de Maceió a atender ao pleito e iniciar a reforma estrutural do PAM. Ontem pela manhã, um grupo de sindicalistas e funcionários do posto se reuniu na Praça Marechal Deodoro, no centro de Maceió, para mais um ato público. Eles também se concentraram em frente à sede do TJ. Com faixas e panfletos distribuídos à população, os servidores chamaram a atenção para a falta de condições de trabalho, motivo principal, segundo eles, de mais essa mobilização. Apesar da greve, o sindicato garante que 30% dos serviços estão sendo mantidos nos setores em que ainda há insumos.