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Emerg�ncia n�o p�ra

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As unidades de Saúde do Estado funcionaram, ontem, normalmente, apesar da ameaça de paralisação do pessoal de serviços prestados, por causa da confirmação do concurso público para a Secretaria de Saúde e Uncisal (Fundação Universidade de Ciências da Saúde), que se realizam hoje e amanhã. O presidente da Uncisal, Telmo Henrique, afirmou que todos os hospitais vinculados à fundação ? Maternidade Santa Mônica, Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e José Carneiro ? funciona-ram sem problemas. Segundo ele, houve uma tentativa de mobilização por parte de alguns sindicalistas, buscando paralisar o funcionamento da Maternidade Santa Mônica, mas não teve resultado. Durante a manhã, Telmo Henrique se reuniu com o presi-dente do Sindicato do Nível Médio, Benedito Alexandre, para evitar que uma paralisação dos serviços prestados viessem prejudicar o funcionamento das unidades de saúde. Na Unidade de Emer-gência Armando Lages, a situação também era de tranqüilidade na manhã de ontem, depois de uma manifestação realizada por alguns serviços prestados, na noite de quinta-feira, quando foi confirmada a realização do concurso. Segundo o diretor-geral da UE, Marcos Sampaio, o plantão do pronto-socorro é composto de 150 profissionais, sendo que metade são serviços prestados. ?Do pessoal de serviços prestados, 1/3 é composto por servidores de nível superior, que estão cumprindo o plantão?, in-formou. ?Registramos ape-nas a falta de 18 servidores de nível médio e elementar?. Mesmo com a falta desses servidores, a unidade não enfrentou problemas de funcionamento porque, desde terça-feira, foram selecionadas pessoas para contratação temporária por 30 dias. Sampaio adiantou que os bombeiros que chegaram a trabalhar na cozinha do hospital, durante a paralisação dos serviços prestados, no início da se-mana, também foram dis-pensados. ?Contratamos uma empresa para fornecer marmitas, uma vez que decidimos antecipar a reforma da cozinha que estava prevista?. Superlotação Sampaio afirmou que o hospital, no entanto, continua sofrendo com um problema antigo: a superlotação. A Secretaria de Saúde estava buscando o apoio dos hospitais privados para desafogar a unidade. ?Como haverá a realização do concurso neste fim de semana, não há como os outros hospitais públicos, como José Carneiro e HDT, darem esse suporte à unidade, pois eles não funcionarão com a escala normal de funcionários?. Já na Unidade de Emergência foi montado um esquema especial de plantão para suprir a ca-rência dos serviços prestados que vão participar do concurso. ?Nós já tínhamos preparado anteriormente uma escala sem contar com os serviços prestados?. A segurança do hospital também foi reforçada pela Polícia Militar, diante da ameaça de alguns sindicalistas de radicalizar o movimento grevista de impedir o acesso até dos pacientes. (MFA)

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