Cidades
Confirma��o do concurso desmobiliza atos de protesto de servi�os prestados
Apenas um pequeno número de prestadores de serviço da Saúde compareceu à mobilização programada pelos sindicatos, na manhã de ontem, em frente ao Palácio Floriano Peixoto. O presidente do Sindicato do Nível Médio da Saúde, Benedito Alexandre, avaliou que a confirmação da realização do concurso, neste fim de semana, deixou os prestadores de serviço desanimados. Segundo ele, a partir de agora, a luta será para garantir os postos de trabalho ou alguma forma de compensação financeira para os prestadores de serviço que não obtiverem aprovação no concurso. No início da manhã, Benedito se reuniu com representantes da Secretaria de Saúde, para discutir alternativas para a categoria que sequer vai poder participar do concurso porque não tem o nível de escolaridade exigido. Bastante revoltado com a manutenção do concurso, Benedito acusou o secretário de Administração, Valter Oliveira, de ser o principal responsável pela situação enfrentada pelos prestadores de serviço. O sindicalista, que se retirou da comissão organizadora do concurso, por discordar de alguns pontos do edital, acusou Valter de não ter agilizado a elaboração do projeto de lei que possibilitaria a mudança do nível de escolaridade exigido para os servidores de nível elementar. E acrescentou que não houve preocupação do governo em capacitar os servidores para o concurso. Entre as propostas apresentadas pelo governo para amenizar a situação, consta a realização de um recadastramento de todos os prestadores de serviço da Secretaria de Saúde e Uncisal e a criação de uma comissão com representação dos trabalhadores, governos federal e estadual, com a finalidade de identificar prestadores já com tempo de aposentadoria ou com situação legal de contratação no serviço público, como os que ingressaram até 5-10-83, ou seja, cinco anos antes da proclamação da Constituição de 1988. Também será feita uma proposição ao Ministério Público do Trabalho, estabelecendo uma fase de transição de até seis meses entre a divulgação do resultado do concurso e a saída dos prestadores de serviço não aprovados. Diante da proposta do governo, os servidores decidiram no fim da tarde que não vão boicotar o concurso. ?Quem está inscrito vai fazer as provas e depois tentaremos negociar a situação dos que nem tiveram como se inscrever, bem como daqueles que forem reprovados?, concluiu Benedito. (MFA e FV)