Cidades
Rog�rio concilia servi�o p�blico com plant�es
O médico-urologista Rogério César Bernardo ingressou na faculdade aos 16 anos. Com 22, já estava formado. Isso aconteceu em 1996. Anel de ?doutor? no dedo, partiu para a residência médica, depois dos seis anos de universidade. Fez residência em cirurgia-geral e em urologia na cidade de Campinas, em São Paulo. Ao todo, foram dez anos dedicados aos estudos para só então exercer a profissão que abraçou. Hoje, funcionário público do município de Maceió, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e com consultório no bairro da Jatiúca, ele tem uma rotina diária para lá de pesada e diz que é preciso muito mais do que imaginar que através da profissão o médico ficará rico e ?viverá feliz para sempre?. ?É preciso antes de tudo vocação?, afirma. ?Vale a pena [ser médico] seguir a profissão e poder cuidar dos outros. Se você tiver vocação, vale a pena. Não vai se arrepender de forma alguma. Agora, se você perguntar do ponto de vista financeiro, afirmo que o médico honesto não vai ficar rico; tem uma vida de conforto porque, a partir do momento que você consegue pagar a escola dos seus filhos, saúde suplementar e possui uma moradia, pode dizer que tem uma vida confortável. Agora, rico, milionário, você não vai ficar. Infelizmente, essa é a ideia que ainda se tem?, ele diz. E aconselha: ?Se você vai fazer medicina pensando em status, não faça, porque vai ser frustrado?, ressalta ao dizer que a vida confortável a qual se refere ?depende de muito trabalho, esforço, estudo permanente, contínuo. São seis anos de medicina, mais quatro de residência. Dez anos para poder entrar no mercado de trabalho. Tem especialidades que são mais de dez anos. Depois disso, é preciso manter uma vida de estudos. Todo dia tem informação nova que chega para você?. Pai de quatro filhos, médico do município e professor da Ufal, ele conta que também dá plantões nos finais de semana. ?Hoje eu consigo dormir em casa. Só nos finais de semana, quando estou plantão, não consigo, o que para mim é fantástico porque a maioria não consegue dormir em casa, o anestesista, o intensivista, por exemplo. Então, para você conseguir algo, tenha certeza que vai ter de abdicar de alguma coisa. Dia dos Pais, Natal, Ano-Novo, se tiver de plantão, a família vai ficar sem minha presença. Quer ganhar dinheiro? Consegue. Se ocupar o tempo integral?, ele conta, ao dizer que ?não falta mercado de trabalho para médico. Agora, você tem que saber pesar: se vai perder o convívio com sua família ou se quer ganhar mais dinheiro?.