Cidades
Desorganiza��o na feirinha do Tabuleiro irrita comerciantes
Os moradores da Avenida Maceió, no Tabuleiro do Martins, principalmente os que investiram alto na construção de suas residências e em pontos comerciais, estão reclamando doa transtornos causados pela feira do local. ?O problema é que houve um crescimento desordenado da feira. O número de barracas aumentou de tal forma que elas ficam montadas na calçada das residências?, desabafou Valéria Correia, uma das diretoras da Academia Espaço Verde, mostrando a porta das garagens e de todos os acessos dos imóveis residenciais da rua da feira totalmente tomados pelas barracas. ?O direito de ir e vir já não existe mais, para nós que construímos casa aqui. Fui obrigado a me mudar com minha família para outro bairro. A situação ficou insuportável. Para entrar e sair de casa a gente pedia licença aos feirantes. Eles abriam a passagem para o carro e mesmo assim ficávamos sem saída, porque toda a rua é invadida por barracas. O trânsito é interditado. Ninguém entra nem sai da rua entre quinta-feira e domingo. São quatro dias da semana nesse sofrimento. Fica impossível, inclusive, receber visitas?, lamentou Aurélio Lages, um dos que está com barracas ocupando a entrada para a garagem e a porta principal da casa. A situação da empresária Sandra Cavalcante, do Restaurante Onde Canta o Sabiá, é idêntica. No caso dela, como trata-se de um imóvel comercial, o fato de as barracas dos feirantes ocuparem toda a área da frente do restaurante, tomando a visão e o acesso dos clientes, o prejuízo é ainda pior. ?O crescimento da feira acabou com o movimento do meu restaurante. Os clientes não têm como chegar. São quatro dias de prejuízo?, confessou, acrescentando que paga impostos, gera emprego e nem por isso tem atenção das autoridades na busca de uma solução para o problema. Os donos de farmácias, lojas, padarias, mercearias e moradores da rua, em geral, reclamam da fedentina e da quantidade de lixo produzido pelos feirantes diariamente e jogado a céu aberto. ?As galerias vivem obstruídas. Quando chove a água não tem por onde escorrer. Os insetos se proliferam e a rua se transforma num lago imundo?, lamentaram os moradores, apelando para que a prefeita Kátia Born tome uma decisão. (FV)