Cidades
Macei� define seu futuro urbano
Dez anos após a definição de seu Plano Diretor, a capital alagoana começa a traçar um novo documento que vai nortear a ?vida? da cidade em quesitos relacionados ao desenvolvimento urbano. O Plano deve ter vigência por mais dez anos. Ontem, durante toda a manhã, foi realizada a primeira audiência pública considerada a ?largada? para a construção do texto, que será totalmente revisado, definirá diretrizes e o ordenamento urbano. Os debates foram abertos no Centro de Convenções Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá; a tarde seguiu com oficinas técnicas. Até dezembro, quando, segundo o prefeito Rui Palmeira, deve chegar à Câmara de Vereadores, onde será apreciado e votado, o Plano Diretor será discutido em três audiências públicas. O prefeito Rui Palmeira destacou a importância do momento e disse que uma das regiões para as quais o projeto voltará as atenções será o Litoral Norte, área de especulação imobiliária que tem despertado preocupação em entidades ambientalistas por conta dos ?espigões? que devem ser erguidos no local. O Litoral Norte de Maceió é uma área que está hoje praticamente toda comercializada, principalmente para investidores estrangeiros. ?Temos um projeto, dentro dos empréstimos que estamos trabalhando junto à Caixa [Econômica], que é um investimento forte no Litoral Norte, com saneamento básico, pavimentação na região da Garça Torta, Riacho Doce e Ipioca, melhorando a infraestrutura local. Certamente precisamos de mais ações, investimentos naquela região, iniciativas a serem realizadas urgentemente, como a duplicação da AL-101 [Norte], que está na meta do governo do Estado?, disse Rui Palmeira. O chefe do Executivo maceioense entende que é preciso que o desenvolvimento esteja diretamente ligado com a sustentabilidade. Sem isso, o Plano Diretor não funciona. ?A preservação ambiental é uma preocupação. Ainda temos boa parte daquele litoral preservada, com coqueiral, com mangues. Na parte alta ainda há resquícios de Mata Atlântica. É importante que possamos crescer de maneira sustentável, pensando no meio ambiente e na população local, que é a mais interessada no desenvolvimento da região?, afirma Rui Palmeira.