Cidades
Da informalidade ao empreendedorismo
Baseado em dados da Receita Federal, o estudo mostra que ?até fevereiro de 2015 a capital alagoana fez o registro de 27.179 microempreendedores individuais, entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2015. Eram trabalhadores que antes viviam na informalidade? e, através de lei, tiveram a oportunidade de se legalizar por meio da figura jurídica do microempreendedor individual. Os bairros analisados na pesquisa representam 41% de todos os microempreendedores individuais cadastrados em Maceió. ?O bairro com maior concentração é o Jacintinho, acumulando ao longo de cinco anos 2.314 inscritos?. A pesquisa do Sebrae, liderada pelo economista Jarpa Ventura, aponta que ?a maior incidência deste perfil de trabalhador em regiões periféricas é comum, visto que é o espaço natural da proliferação do mercado fracionado?. O trabalho sugere a articulação público-privada para apoiar o segmento e garantir a sobrevivência do comércio nos bairros. ?Compreender as estratégias econômicas que os segmentos populares buscam adotar diante da nova realidade econômica vivenciada nas regiões periféricas de Maceió é fator crucial para a promoção e desencadeamento do progresso social dessas populações?, diz o texto apresentado pelo Sebrae a partir de trabalho do economista Jarpa Ventura.