Cidades
Nem reza ajuda a elevar vendas no Benedito Bentes
Numa loja de móveis, o medo também está estampado no semblante da funcionária, Fernanda Cupertino dos Santos, que relata que a situação dos comerciantes no bairro é a mesma: crise e reclamação em relação à queda nas vendas. ?Tem semana que a gente passa dois, três dias colados, sem vender nada. Quando muito vende é R$ 300, R$ 700 por dia. Antes vendia mais de R$ 4 mil. Agora, é um ventilador, uma fruteira o dia todo?, ela diz, ao afirmar que está muito longe de cumprir a meta, que é vender R$ 70 mil por mês. A loja abre às 8h e fecha às 18h. ?Hoje a gente só chegar a R$ 11 mil, R$ 14 mil, estourando. Não tem nem como pensar em renovar o estoque. O dono não sabe nem como vai ser em dezembro, que era quando mais vendia?, diz Fernanda. Segundo ela, ?o povo tá correndo pras feiras do interior, onde o movimento tá melhor, principalmente onde tem usina? [de açúcar], ressalta a vendedora. No Benedito Bentes, nem reza ajuda. O comércio do bairro, com população de quase 90 mil habitantes, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, já viveu dias áureos. Hoje, não mais. A situação chega a ser mais difícil do que a registrada no Jacintinho. Isso porque, pelo Jacintinho, circulam pessoas em direção a diversos bairros. No Benedito Bentes, só vai ?quem tem negócio?. Cleonice de Araújo Lima, que divide em um pequeno negócio a venda de carnes com produtos de mercadinho, relembra o tempo em que tinha três, quatro funcionários para dar conta do atendimento aos clientes, que costumavam lotar o empreendimento, principalmente nos fins de semana. Hoje, restaram ela, o marido e um ajudante, que vai apenas aos sábados e domingos, quando o movimento melhora um pouco.