Cidades
Juiz cobra medidas pr�vias para sanar irregularidades
Na Unidade de Internação Masculina Extensão II (Kerygna), as atividades pedagógicas, de escolarização e as de educação física estavam acontecendo normalmente. Os adolescentes tinham aulas de teatro, elétrica, religiosidade, música e palestras na área de saúde. A unidade dispõe da realização de projetos de arte. No dia da visita, a UIME II estava com 41 socioeducandos. As atividades pedagógicas estavam ocorrendo normalmente na Unidade de Internação Feminina (UIF). As meninas tinham aulas de dança, de violino, de violão, de percussão e atividades religiosas. Porém, a unidade estava superlotada. A UIF passa por uma reforma, na qual estão sendo construídos dez alojamentos, com capacidade para duas adolescentes cada. De acordo com o relatório, a reforma estava bem adiantada. No momento da fiscalização, tinha 29 adolescentes. Na Unidade de Semiliberdade (Peixoto), os menores tinham aulas de educação física, música, religião, elétrica e aulas de campo. Foi informado à equipe do Judiciário que a comida ofertada aos adolescentes não era de boa qualidade. No momento da fiscalização, tinham 13 adolescentes infratores. Foram feitas reclamações por parte dos adolescentes da falta de cama. Já o material de higienização e limpeza estava sendo entregue regularmente. As reclamações foram parecidas na Unidade de Semiliberdade (Farol). A equipe também esteve na UIM e na Uija, mas as duas estão interditadas e passando por reforma. Os adolescentes foram distribuídos para outras unidades. No próprio relatório, o juiz Ney Alcântara sugere ao Estado que adote providências urgentes para melhorar a situação das unidades de internação. ?Urge mencionar, ainda, que os avanços são poucos, e, diante das novas irregularidades verificadas, não se percebe uma evolução significativa. Nesta intelecção de ideias, para que seja possível conseguir fazer um trabalho razoável junto a esses adolescentes, faz-se necessário que se procure sanar, no menor espaço de tempo possível, essas irregularidades emergenciais?, afirmou Ney Alcântara, no relatório.