Cidades
Reformas s�o postas em xeque
A vulnerabilidade das unidades de internação de menores de Alagoas mais uma vez será denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao Tribunal de Justiça (TJ) e ao Ministério Público Estadual (MPE). Recentes inspeções de membros da 1ª Vara Criminal da Capital (Infância e Juventude) nesses espaços, destinados a abrigar jovens em conflito com a lei e que cumprem medidas socioeducativas, revelaram que pouco se mudou. E a reforma de três unidades, iniciada no ano passado, caminha a passos lentos. O juiz titular da vara, Ney Alcântara, revelou que vai enviar ao MPE o pedido para apurar possível ato de improbidade administrativa dos responsáveis pela obra. O magistrado fez pessoalmente várias visitas extemporâneas às unidades de internação de Maceió e tem produzido relatórios sobre o que tem observado nos locais. O cenário, segundo ele, é praticamente o mesmo de anos: precariedade na estrutura, falta de higiene, reclamações quanto à qualidade do alimento servido aos internos e superlotação. Esse quadro já foi denunciado várias vezes ao CNJ e até motivou a vinda do ex-presidente da instituição, ex-ministro Joaquim Barbosa, a Alagoas, no ano passado, para conferir de perto. Barbosa comparou os alojamento dos socioeducandos a verdadeiras jaulas. Na gestão do então governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) foi anunciado um plano para reformar os prédios e recuperar a área degradada pela ação do tempo e por conflitos internos. As obras começaram no fim do ano passado e deveriam ser concluídas no início da atual administração, o que não aconteceu. No mandato de Renan Filho (PMDB), o Núcleo Estadual de Assistência Socioeducativa (Neas) passou por três comandos distintos: primeiro pela então Secretaria de Defesa Social ? atual Secretaria de Segurança Pública ?, depois para a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social e, finalmente, para a Secretaria de Prevenção Social à Violência (Seprev).