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Prefeitos temem agravamento de seca

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O momento é de alerta no semiárido alagoano. Com a confirmação de que o El Niño chegará com força total, trazendo mais seca para a região, prefeitos temem o agravamento da situação que vêm enfrentando com a estiagem que já dura quatro anos e tende a piorar com a chegada do fenômeno. Reuniões permanentes têm sido realizadas na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). Os prefeitos afirmam que não vão suportar a carga financeira que estão sendo obrigados a bancar com os recursos do orçamento público para garantir o abastecimento de água por meio do aluguel de carros-pipa. Segundo o prefeito de Pão de Açúcar e secretário-geral da AMA, Jorge Dantas, mensalmente a prefeitura que administra está tendo que tirar da receita orçamentária em torno de R$ 70 mil a R$ 90 mil para pagar a nove proprietários de carros-pipa para garantir água à população, uma vez que, segundo ele, os carros do Exército não são suficientes. Para isso, de acordo com o gestor, os municípios estão tirando de áreas como educação, saúde, assistência social e saneamento. ?Deixamos de fazer investimentos em áreas importantes, sem dúvida, mas que não são vitais como a água. Não podemos é deixar o povo morrer?, afirma. E segue relatando a situação dos municípios castigados pela seca. ?Essa é a situação dos 37 municípios do semiárido alagoano. Um problema que não é de agora, não. O Exército cobre uma parte muito pequena, mas o cidadão bate é na porta da prefeitura pedindo água. Não vamos deixar as pessoas morrerem de sede. A pouca água armazenada nas cisternas não é suficiente, já que temos pelo menos quatro anos de seca, que tende a se agravar, segundo a meteorologia?, afirma Jorge Dantas. A pouca chuva que caiu na região, segundo ele, ?foi muito fraca; não deu para armazenar água. Antes tinha água de barreiro, que a população recorria para dar ao gado, e agora nem isso temos mais?, disse.

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