Cidades
Acaba greve na Caixa e nos bancos privados
Após 21 dias de paralisação, os trabalhadores dos bancos privados e da Caixa Econômica Federal (CEF) se juntaram aos colegas de vários estados encerrando a greve iniciada no último dia 6. Em assembleia da categoria, realizada ontem à noite, na sede do Sindicato dos Bancários (Sindbancários/AL), no Centro, em Maceió, eles decidiram retornar ao trabalho hoje, reabrindo as mais de 244 agências e postos de atendimento em todo Estado. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores do Banco do Brasil, que continuam em greve. Já o pessoal do BNB deve decidir hoje se volta ao trabalho. Seguindo a orientação do Comando Nacional de Greve, os bancários da rede privada e da CEF decidiram aceitar os 10% de aumento salarial ? o que inclui 0,11% de aumento real (acima da inflação) ?, mais benefícios, negociados com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante o fim de semana. Além dos salários, a correção de 10% vale para a Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR) e para o piso salarial da categoria. Já os vales refeição e alimentação serão reajustados em 14%. A proposta aprovada ontem foi a quarta oferecida pelos bancos em um prazo de 29 dias. Inicialmente, a Fenaban ofereceu 5,5% de reajuste com abono de R$ 2.500, e, nas duas últimas semanas, aumentou aos poucos o índice de correção dos salários até chegar em 10% sem o pagamento de abono. Os bancários pediam em sua pauta de reivindicação 16% de reajuste. O índice incluía 5,7% de aumento acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses. Com o reajuste aprovado, a categoria acumula ganho real de 20,83% nos salários e 42,3% nos pisos salariais.