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Mudan�a na vaz�o obrigar� Casal a adaptar o sistema

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O ministério da Integração Nacional comunicou ao governo de Alagoas, via Casal, que a vazão do Rio São Francisco vai diminuir mais 100 metros cúbicos por segundo. O presidente da companhia, Clécio Falcão, em entrevista à Gazeta de Alagoas, revelou que, segundo o Ministério da Integração, há possibilidade de redução da vazão das águas do São Francisco dos atuais 900 metros cúbicos por segundo para 800 m³/s. Isso, para os prefeitos do semiárido e para os técnicos da Casal, é considerado como situação extrema e gravíssima. Nos últimos cinco anos, a vazão vem caindo em virtude dos longos períodos de estiagem nas nascentes que ficam na serra da Canastra, em Minas Gerais, e no Sertão da Bahia e de Pernambuco. A gravidade é maior entre os estados de Alagoas e Sergipe porque a redução da vazão acontece abaixo da hidrelétrica de Xingó. VOLUME Ao longo dos anos, a estiagem provocou a redução na vazão, que era de 3 mil metros cúbicos para 1.500, depois nova redução e chegou a 1.300 metros cúbicos. Em 2014, a vazão caiu a mil metros cúbicos e atualmente está em pouco mais de 900 metros cúbicos por segundo. As áreas de praias ribeirinhas estão aumentando em virtude da redução no volume de água. Os prejuízos ambientais são imensos. E, no período que se configura como a maior seca do século, a redução da vazão do ?Velho Chico? já compromete o abastecimento de água na maioria dos municípios do Sertão e do Agreste, que dependem do rio como o principal manancial potável coletivo no semiárido. O presidente da Casal, Clécio Falcão, ao avaliar o alerta do Ministério da Integração Nacional, disse que a redução do volume de água compromete a capitação para o abastecimento coletivo da população humana.

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