Cidades
Situa��o do S�o Francisco ficar� ainda mais cr�tica
No verão mais dramático do século para 450 mil alagoanos que vivem em mais de 40 municípios do Sertão e Agreste e que esperam chuvas regulares há cinco anos, a situação vai piorar. O principal manancial de água potável da região semiárida, o rio São Francisco, está no nível mais crítico da história. A vazão será reduzida mais uma vez por falta de chuvas na bacia do rio que nasce na serra da Canastra, em Minas Gerais, e corta cinco Estados: Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. O Ministério da Integração Nacional acendeu a luz vermelha novamente e anunciou para os estados que a vazão será reduzida de 900 metros cúbicos por segundo para 800. A situação de Alagoas e Sergipe, que já é considerada grave, se eleva para o nível crítico. Em relação aos dois estados vizinhos, o ?Velho Chico? fornece água para cerca de um milhão de pessoas e mantém projetos de irrigação agrícola e para animais. Projetos de fruticultura, como o ?Califórnia?, em Sergipe, abaixo da usina hidrelétrica de Xingó, podem ficar comprometidos. Um das tubulações de vazão leva água às culturas irrigadas daquele Estado. Se não chover o suficiente, pode aumentar o volume de água represada nas barragens das cinco hidrelétricas haverá retenção no fornecimento para irrigação. Ainda não ficou definido o volume da retenção de água para irrigação e se realmente acontecerá. Mas já se estuda tal possibilidade porque a prioridade é o consumo humano. No caso de Alagoas, o fornecimento de água potável humano no Sertão e Agreste, que já é ruim, deve se agravar também. A captação das 14 estações instaladas no leito do rio que abastecem a maioria das cidades do agreste e do sertão ocorre a poucos metros das margens do rio.